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11 de julho de 2026

(ESA 2025 - CFGS 2026 – 27) - QUESTÃO

Antífona

Ó Formas alvas, brancas, Formas claras
de luares, de neves, de neblinas!…
Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas…
Incensos dos turíbulos das aras…

Formas do Amor, constelarmente puras,
de Virgens e de Santas vaporosas…
Brilhos errantes, mádidas frescuras
e dolências de lírios e de rosas…

Indefiníveis músicas supremas,
harmonias da Cor e do Perfume…
Horas do Ocaso, trêmulas, extremas,
Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume…

(…)
 
SOUSA, Cruz e. Obra completa. Rio de Janeiro: José Aguiar, 1961. p.70.

A partir da leitura do poema e ao interpretar a Escola Literária do autor Cruz e Sousa, podem-se destacar como características estéticas deste movimento: 
Ⓐ A rigorosidade aos padrões métricos e a ideia da “arte pela arte”, com culto ao belo. 
Ⓑ A busca por uma temática de caráter social e uma escrita prosaica. 
Ⓒ A busca por uma literatura nacional e a valorização do regionalismo. 
Ⓓ A tendência ao conceptismo e ao cultismo, com ênfase ao paradoxo e à hipérbole. 
Ⓔ A musicalidade e as sugestões cromáticas e sinestésicas, com base materialista.

28 de junho de 2026

(VPNE - CFGS/ESA) - QUESTÃO

No contexto do Quinhentismo Brasileiro, a visão do indígena presente em muitos textos de informação pode ser compreendida como:
Ⓐ Resultado de uma perspectiva exclusivamente antropológica, livre de interesses econômicos e religiosos.
Ⓑ Uma representação construída a partir do olhar europeu, frequentemente marcada pelo etnocentrismo e pelos interesses da expansão colonial.
Ⓒ Uma descrição científica baseada em métodos modernos de pesquisa etnográfica.
Ⓓ Uma valorização absoluta das culturas indígenas, sem qualquer influência dos valores cristãos.
Ⓔ Uma interpretação desenvolvida pelos próprios povos indígenas por meio de documentos escritos em língua portuguesa.


27 de junho de 2026

(FUNDATEC - 2026) - QUESTÃO

O Bicho
 
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
 
Assinale a alternativa que indica o autor e o período literário do poema acima.
Ⓐ Olavo Bilac – Parnasianismo.
Ⓑ Manuel Bandeira – Modernismo.
Ⓒ Ferreira Gullar – Concretismo.
Ⓓ Carlos Drummond de Andrade – Modernismo.
Ⓔ Casimiro de Abreu – 2ª geração do Romantismo.

(VPNE - CFGS/ESA 2026) - QUESTÃO

AMOR E VIDA

Esconde-me a alma, no íntimo, oprimida,
Este amor infeliz, como se fora
Um crime aos olhos dessa, que ela adora,
Dessa, que crendo-o, crera-se ofendida.

A crua e rija lâmina homicida
Do seu desdém vara-me o peito; embora,
Que o amor que cresce nele, e nele mora,
Só findará quando findar-me a vida!

Ó meu amor! como num mar profundo,
Achaste em mim teu álgido, teu fundo,
Teu derradeiro, teu feral abrigo!

E qual do rei de Tule a taça de ouro,
Ó meu sacro, ó meu único tesouro!
Ó meu amor! tu morrerás comigo!
                                                            
(Raimundo Correia. Sinfonias, 1883.)

Uma característica típica da estética parnasiana presente no poema é
Ⓐ valorização da linguagem cuidadosamente elaborada e do rigor formal.
Ⓑ predominância da linguagem coloquial.
Ⓒ defesa da espontaneidade acima da forma.
Ⓓ emprego exclusivo de versos livres.
Ⓔ recusa do soneto como forma poética.

(VPNE - CFGS/ESA 2026) - QUESTÃO

A Catedral

Entre brumas ao longe surge a aurora,
O hialino orvalho aos poucos se evapora,
Agoniza o arrebol.
A catedral ebúrnea do meu sonho
Aparece na paz do céu risonho
Toda branca de sol.

E o sino canta em lúgubres responsos:
"Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!"

O astro glorioso segue a eterna estrada.
Uma áurea seta lhe cintila em cada
Refulgente raio de luz.
A catedral ebúrnea do meu sonho,
Onde os meus olhos tão cansados ponho,
Recebe a benção de Jesus.

E o sino clama em lúgubres responsos:
"Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!"

Por entre lírios e lilases desce
A tarde esquiva: amargurada prece
Poe-se a luz a rezar.
A catedral ebúrnea do meu sonho
Aparece na paz do céu tristonho
Toda branca de luar.

E o sino chora em lúgubres responsos:
"Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!"

O céu e todo trevas: o vento uiva.
Do relâmpago a cabeleira ruiva
Vem acoitar o rosto meu.
A catedral ebúrnea do meu sonho
Afunda-se no caos do céu medonho
Como um astro que já morreu.

E o sino chora em lúgubres responsos:
"Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!"

(Alphonsus de Guimaraens. 
http://www.jornaldepoesia.jor.br/al1.html#catedral)

A musicalidade do poema é reforçada principalmente pela presença:
Ⓐ de linguagem técnica e científica.
Ⓑ de repetições, sonoridade e refrões.
Ⓒ de frases curtas e objetivas.
Ⓓ de diálogos entre personagens.
Ⓔ de explicações filosóficas.

(VPNE - CFGS/ESA 2026) - QUESTÃO

A Catedral

Entre brumas ao longe surge a aurora,
O hialino orvalho aos poucos se evapora,
Agoniza o arrebol.
A catedral ebúrnea do meu sonho
Aparece na paz do céu risonho
Toda branca de sol.

E o sino canta em lúgubres responsos:
"Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!"

O astro glorioso segue a eterna estrada.
Uma áurea seta lhe cintila em cada
Refulgente raio de luz.
A catedral ebúrnea do meu sonho,
Onde os meus olhos tão cansados ponho,
Recebe a benção de Jesus.

E o sino clama em lúgubres responsos:
"Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!"

Por entre lírios e lilases desce
A tarde esquiva: amargurada prece
Poe-se a luz a rezar.
A catedral ebúrnea do meu sonho
Aparece na paz do céu tristonho
Toda branca de luar.

E o sino chora em lúgubres responsos:
"Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!"

O céu e todo trevas: o vento uiva.
Do relâmpago a cabeleira ruiva
Vem acoitar o rosto meu.
A catedral ebúrnea do meu sonho
Afunda-se no caos do céu medonho
Como um astro que já morreu.

E o sino chora em lúgubres responsos:
"Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!"

(Alphonsus de Guimaraens. 
http://www.jornaldepoesia.jor.br/al1.html#catedral)

A principal característica estética presente no poema "A Catedral" é:
Ⓐ objetividade na descrição da realidade cotidiana.
Ⓑ valorização da linguagem científica e racional.
Ⓒ predominância de elementos simbolistas, como musicalidade, espiritualidade e sugestão.
Ⓓ denúncia das desigualdades sociais por meio da linguagem direta.
Ⓔ exaltação do nacionalismo e da natureza brasileira.

(VPNE - CFGS/ESA 2026) - QUESTÃO

Se eu morresse amanhã

Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!

Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!

Que sol! que céu azul! que doce n’alva
Acorda a natureza mais louçã!
Não me batera tanto amor no peito
Se eu morresse amanhã!

Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã…
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!
(Álvares de Azevedo)

Considerando a produção literária de Álvares de Azevedo e o contexto histórico do Romantismo brasileiro, o poema "Se eu morresse amanhã" aproxima-se da estética ultrarromântica porque
Ⓐ privilegia a representação objetiva da realidade nacional, aproximando-se do projeto indianista.
Ⓑ rompe com o subjetivismo romântico ao priorizar a observação científica da natureza.
Ⓒ transforma a morte em tema de reflexão existencial, associando-a ao sentimentalismo, ao idealismo e à frustração do futuro.
Ⓓ adota a sátira como procedimento dominante para criticar a sociedade burguesa do Segundo Reinado.
Ⓔ substitui a expressão dos sentimentos individuais pela exaltação dos valores coletivos e patrióticos.

(VPNE - CFGS/ESA 2026) - QUESTÃO

Se eu morresse amanhã

Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!

Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!

Que sol! que céu azul! que doce n’alva
Acorda a natureza mais louçã!
Não me batera tanto amor no peito
Se eu morresse amanhã!

Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã…
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!

(Álvares de Azevedo)

A tensão presente no poema decorre da coexistência de dois impulsos característicos da segunda geração romântica. Esses impulsos são
Ⓐ o nacionalismo ufanista e a crítica às instituições políticas.
Ⓑ o desejo de engajamento social e a valorização da linguagem objetiva.
Ⓒ a idealização da morte e o apego às possibilidades de realização da vida.
Ⓓ a exaltação da razão e a recusa das emoções individuais.
Ⓔ a valorização da epopeia clássica e o culto ao heroísmo coletivo.

(VPNE - CFGS/ESA 2026) - QUESTÃO

Se eu morresse amanhã

Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!

Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!

Que sol! que céu azul! que doce n’alva
Acorda a natureza mais louçã!
Não me batera tanto amor no peito
Se eu morresse amanhã!

Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã…
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!

Álvares de Azevedo

Considerando as características do Romantismo, o poema evidencia principalmente
Ⓐ valorização da objetividade científica.
Ⓑ culto à razão e ao equilíbrio clássico.
Ⓒ subjetivismo, sentimentalismo e idealização da morte.
Ⓓ nacionalismo voltado exclusivamente à natureza brasileira.
Ⓔ crítica social fundamentada no Realismo.

(VUNESP 2026) - QUESTÃO

Há um esforço de acercar-se impessoalmente dos objetos, das pessoas. E uma sede de objetividade que responde aos métodos científicos cada vez mais exatos nas últimas décadas do século. O distanciamento do fulcro subjetivo (que já se afirmava na frase de Théophile Gautier: “sou um homem para quem o mundo exterior existe”) é a norma proposta.
Alfredo Bosi. História concisa da Literatura Brasileira, 2015. Adaptado.

No excerto, o crítico Alfredo Bosi refere-se ao movimento artístico denominado
 Romantismo.
 Barroco.
 Arcadismo.
 Surrealismo.
 Realismo.

(VPNE - CFGS/ESA 2026) - QUESTÃO

Torno a ver-vos, ó montes; o destino
Aqui me torna a pôr nestes outeiros, 
Onde um tempo os gabões deixei grosseiros 
Pelo traje da Corte, rico e fino. 

Aqui estou entre Almendro, entre Corino, 
Os meus fiéis, meus doces companheiros, 
Vendo correr os míseros vaqueiros 
Atrás de seu cansado desatino. 

Se o bem desta choupana pode tanto, 
Que chega a ter mais preço, e mais valia
Que, da Cidade, o lisonjeiro encanto, 
Aqui descanse a louca fantasia, 
E o que até agora se tornava em pranto
Se converta em afetos de alegria.

Cláudio Manoel da Costa. In: Domício Proença Filho. A poesia dos inconfidentes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 78-9.

O Arcadismo é frequentemente associado ao lema latino Aurea Mediocritas. Como esse conceito se manifesta no soneto de Cláudio Manoel da Costa?
Ⓐ Na busca por uma riqueza material moderada obtida através da mineração.
Ⓑ Na valorização da vida simples ("choupana") como o estado ideal de felicidade e equilíbrio.
Ⓒ Na descrição dos "míseros vaqueiros" como um exemplo de pobreza a ser evitada.
Ⓓ Na exaltação da mediocridade intelectual dos habitantes do campo.
Ⓔ Na escolha de rimas simples e sem complexidade erudita.

(VPNE - CFGS/ESA 2026) - QUESTÃO

Torno a ver-vos, ó montes; o destino
Aqui me torna a pôr nestes outeiros, 
Onde um tempo os gabões deixei grosseiros 
Pelo traje da Corte, rico e fino. 

Aqui estou entre Almendro, entre Corino, 
Os meus fiéis, meus doces companheiros, 
Vendo correr os míseros vaqueiros 
Atrás de seu cansado desatino. 

Se o bem desta choupana pode tanto, 
Que chega a ter mais preço, e mais valia
Que, da Cidade, o lisonjeiro encanto, 
Aqui descanse a louca fantasia, 
E o que até agora se tornava em pranto
Se converta em afetos de alegria.

Cláudio Manoel da Costa. In: Domício Proença Filho. A poesia dos inconfidentes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 78-9.

Sobre a estrutura formal do texto, é correto afirmar que:
Ⓐ Trata-se de um soneto em versos livres, sem preocupação com a métrica clássica.
Ⓑ É um soneto composto por dois quartetos e dois tercetos, com versos decassílabos.
Ⓒ É uma oitava rima, forma poética preferida pelos árcades para temas bucólicos.
Ⓓ São versos alexandrinos, marcando a influência da poesia francesa do século XVIII.
Ⓔ Trata-se de uma redondilha maior, típica da tradição popular portuguesa.

(VPNE - CFGS/ESA 2026) - QUESTÃO

Torno a ver-vos, ó montes; o destino
Aqui me torna a pôr nestes outeiros, 
Onde um tempo os gabões deixei grosseiros 
Pelo traje da Corte, rico e fino. 

Aqui estou entre Almendro, entre Corino, 
Os meus fiéis, meus doces companheiros, 
Vendo correr os míseros vaqueiros 
Atrás de seu cansado desatino. 

Se o bem desta choupana pode tanto, 
Que chega a ter mais preço, e mais valia
Que, da Cidade, o lisonjeiro encanto, 
Aqui descanse a louca fantasia, 
E o que até agora se tornava em pranto
Se converta em afetos de alegria.

Cláudio Manoel da Costa. In: Domício Proença Filho. A poesia dos inconfidentes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 78-9.

A menção a "Almendro" e "Corino" na segunda estrofe exemplifica uma convenção literária do período conhecida como:
Ⓐ Antropomorfismo, atribuindo características humanas a elementos da natureza.
Ⓑ Paganismo, resgatando deuses da mitologia nórdica para o contexto mineiro.
Ⓒ Pastoralismo, com o uso de pseudônimos de pastores para representar amigos ou o próprio poeta.
Ⓓ Indianismo, adaptando nomes indígenas para a estrutura do soneto clássico.
Ⓔ Regionalismo, utilizando nomes comuns entre os vaqueiros das Minas Gerais do século XVIII.

(VPNE - CFGS/ESA 2026) - QUESTÃO

O todo sem a parte não é todo,
A parte sem o todo não é parte,
Mas se a parte o faz todo, sendo parte,
Não se diga, que é parte, sendo todo.

Em todo o sacramento está Deus todo,
E todo assiste inteiro em qualquer parte,
E feito em partes todo em toda a parte,
Em qualquer parte sempre fica o todo.

O braço de Jesus não seja parte,
Pois que feito Jesus em partes todo,
Assiste cada parte em sua parte.

Não se sabendo parte deste todo,
Um braço, que lhe acharam, sendo parte,
Nos disse as partes todas deste todo.
(Gregório de Matos)

A leitura do poema permite identificar uma forte influência
Ⓐ do racionalismo científico moderno.
Ⓑ da tradição religiosa cristã associada à estética barroca.
Ⓒ da filosofia existencialista do século XX.
Ⓓ do nacionalismo romântico.
Ⓔ da poesia simbolista.

(VPNE - CFGS/ESA 2026) - QUESTÃO

Sobre a literatura jesuítica desenvolvida no Brasil colonial, assinale a alternativa correta.
Ⓐ Seu objetivo principal era estimular o desenvolvimento científico da colônia por meio de tratados filosóficos.
Ⓑ Caracterizou-se pela defesa das religiões indígenas e pela valorização dos rituais nativos.
Ⓒ Foi produzida principalmente pelos missionários da Companhia de Jesus, que utilizavam recursos literários e teatrais como instrumentos de catequese.
Ⓓ Destinava-se exclusivamente à formação cultural da elite portuguesa residente em Lisboa.
Ⓔ Apresentava linguagem predominantemente rebuscada, antecipando os procedimentos estéticos do Parnasianismo.

(VPNE - CFGS/ESA 2026) - QUESTÃO

A respeito da Carta de Pero Vaz de Caminha, é correto afirmar que:
Ⓐ Trata-se de uma obra barroca, marcada pelo conceptismo e pelo conflito entre matéria e espírito.
Ⓑ Constitui um relato ficcional escrito para exaltar a cultura indígena e denunciar os abusos da colonização portuguesa.
Ⓒ É considerada um dos principais textos da literatura de informação, registrando impressões sobre a terra, os habitantes e as potencialidades econômicas do Brasil recém-encontrado.
Ⓓ Representa um poema épico destinado a celebrar as conquistas militares portuguesas na América.
Ⓔ Foi escrita com o propósito de defender a autonomia administrativa da colônia diante da Coroa Portuguesa.

(VPNE - CFGS/ESA 2026) - QUESTÃO

Sobre o Quinhentismo Brasileiro, assinale a alternativa correta.
Ⓐ O Quinhentismo foi um movimento literário de caráter ficcional, voltado à valorização da identidade nacional e à crítica das instituições coloniais.
Ⓑ A produção quinhentista caracteriza-se, sobretudo, por textos de natureza informativa e religiosa, ligados ao processo de expansão marítima portuguesa e à colonização do Brasil.
Ⓒ Os principais autores do Quinhentismo buscavam desenvolver uma literatura de entretenimento, destinada exclusivamente aos colonos que viviam na colônia.
Ⓓ A literatura quinhentista rompeu completamente com os valores religiosos europeus, adotando uma visão laica da colonização.
Ⓔ O Quinhentismo teve como principal característica a defesa da independência política da colônia em relação à Coroa Portuguesa.

21 de junho de 2026

(ESA 2025 - CFGS 2026 – 27) - QUESTÃO

 A Escola Literária Simbolista começa a se definir com clareza a partir do ano de 1891, com o surgimento de poetas em torno do jornal carioca Folha Popular, que começou a publicar artigos de autores deste viés estético-literário. Esse movimento se consolida com o lançamento da obra:
Ⓐ Missal e de Broquéis, de Cruz e Souza. 
Ⓑ Os Sertões, de Euclides da Cunha. 
Ⓒ Primeiros Sonhos, de Raimundo Correia. 
Ⓓ O Tratado da Metrificação, de Olavo Bilac. 
Ⓔ Macunaíma, de Mário de Andrade.

15 de março de 2026

(FUNDATEC 2026) - QUESTÃO

Para responder à questão, considere o poema a seguir:

O Bicho

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem. 

Assinale a alternativa que indica o autor e o período literário do poema acima. 
Ⓐ Olavo Bilac – Parnasianismo. 
Ⓑ Manuel Bandeira – Modernismo. 
Ⓒ Ferreira Gullar – Concretismo. 
Ⓓ Carlos Drummond de Andrade – Modernismo. 
Ⓔ Casimiro de Abreu – 2ª geração do Romantismo. 

(AMAUC 2026) - QUESTÃO

A literatura brasileira constitui-se em diálogo constante com modelos estéticos europeus, ao mesmo tempo em que busca formular representações da realidade local e construir projetos de identidade cultural ao longo de seus diferentes períodos históricos (BOSI, 2010).
Considerando a literatura brasileira, assinale a opção correta.
Ⓐ Arcadismo brasileiro valoriza a razão, a simplicidade formal e a imitação de modelos clássicos, em consonância com ideais iluministas.
Ⓑ O Barroco e o Arcadismo constituem movimentos estéticos equivalentes, diferenciando-se apenas pelo momento histórico em que surgem, sem mudanças significativas de linguagem ou visão de mundo.
Ⓒ O Arcadismo brasileiro desenvolve-se de forma autônoma em relação à tradição europeia, recusando modelos clássicos e afirmando ruptura estética com a literatura portuguesa. 
Ⓓ O Barroco brasileiro apresenta linguagem predominantemente objetiva e linear, afastando-se de conflitos espirituais e de contrastes ideológicos próprios do período colonial.
Ⓔ O Arcadismo brasileiro exclui a temática amorosa e evita a idealização da natureza, concentrando-se exclusivamente em reflexões políticas e críticas sociais diretas.