Na aula sobre Independência do Brasil, um estudante comenta que “foi só grito de um príncipe às margens de um rio”. O professor decide ampliar essa visão, ressaltando que
Ⓐ conflitos regionais, interesses de comerciantes, lutas de grupos populares, negociações diplomáticas e permanência de tensões com Portugal compõem quadro mais amplo que um gesto isolado.
Ⓑ a decisão de ruptura deriva de atitude puramente individual de D. Pedro, pouco ligada a pressões de elites internas.
Ⓒ províncias reagem de maneira idêntica à independência, com adesão imediata e harmônica em todo o território.
Ⓓ a presença da Corte define cenário de consenso, com rápida aceitação da nova ordem por antigos funcionários da metrópole.
Ⓔ processos de independência na América portuguesa e na América espanhola seguem roteiro praticamente igual, com participantes equivalentes.
O professor quer mostrar que a independência do Brasil não foi apenas o “Grito do Ipiranga” — um gesto isolado de D. Pedro I — mas sim resultado de um conjunto complexo de fatores, incluindo:
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Conflitos regionais (algumas províncias tinham interesses diferentes),
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Pressões de comerciantes e elites locais,
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Participação de grupos populares em diversas revoltas e manifestações,
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Negociações diplomáticas com Portugal,
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Tensões persistentes mesmo após a declaração formal de independência.
As outras alternativas estão equivocadas porque:
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B) Reduz a independência a um ato individual, ignorando pressões internas e externas.
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C) Ignora que províncias reagiram de formas diversas; houve resistência em algumas regiões.
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D) Superestima a aceitação da nova ordem; nem todos os funcionários ou elites portugueses aceitaram facilmente.
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E) Generaliza demais, pois os processos na América espanhola foram bem diferentes, com guerras longas e diferentes protagonistas.
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