Em 1898, as finanças brasileiras enfrentavam uma situação dramática decorrente de déficits públicos acumulados, queda internacional nos preços do café e desvalorização cambial. Para evitar a insolvência definitiva do Estado, o governo de Campos Sales firmou com os credores internacionais (Casa Rothschild) o plano financeiro conhecido como Funding Loan. Esse acordo impôs ao Brasil:
Ⓐ A concessão de novos empréstimos de curto prazo voltados exclusivamente para financiar a industrialização e a expansão cafeeira em São Paulo.
Ⓑ A suspensão temporária do pagamento dos juros, mas a obrigação de amortizar imediatamente todo o montante principal da dívida em ouro.
Ⓒ Um crédito de 10 milhões de libras para custear os juros por três anos, suspensão das amortizações até 1911, proibição de novos empréstimos e a execução de um duro programa de deflação com queima de papel-moeda.
Ⓓ A entrega do controle direto das alfândegas de Santos e do Rio Grande do Sul a agentes financeiros britânicos por um período ininterrupto de trinta anos.
Ⓔ O tabelamento do preço do café no mercado interno e a estatização imediata do London and River Plate Bank no Rio de Janeiro.
Conforme o historiador Boris fausto: o funding loan consistiu em um empréstimo de consolidação onde o Brasil recebeu um crédito de 10 milhões de libras para pagar os juros da dívida por três anos . As amortizações ficaram suspensas até junho de 1911, o país deu em garantia as rendas da alfândega do Rio de Janeiro, ficou proibido de contrair novos créditos até 1901 e se comprometeu a cumprir um duro programa de deflação, incinerando papel-moeda . A alternativa A está errada porque o dinheiro serviu para cobrir os juros da própria dívida e gerou queda na atividade econômica . A alternativa B inverte o que foi suspenso (suspendeu-se a amortização, não os juros) . A alternativa D erra ao citar as alfândegas de Santos e Rio Grande (a garantia foi a alfândega do Rio de Janeiro) .
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