No topo da hierarquia judiciária e burocrática das cidades maiores da Colônia, a Coroa portuguesa costumava indicar um magistrado profissional para presidir as Câmaras Municipais. Essa figura exercia um papel de mediação entre as diretrizes de Lisboa e as pressões dos colonos locais, servindo por vezes como canal de queixas de grupos depreciados, como os artesãos.
Esse magistrado profissional era denominado:
Ⓐ Ouvidor-mor.
Ⓑ Capitão-mor.
Ⓒ Juiz de fora.
Ⓓ Provedor-mor.
Ⓔ Sesmeiro.
Segundo Boris Fausto os artesãos, por exercerem o trabalho manual (visto como atividade inferior), eram depreciados e quase sempre não tinham representação nas Câmaras. Contudo, eles "conseguiam às vezes se fazer ouvir pela voz do 'juiz de fora', magistrado profissional indicado pela Coroa que presidia a Câmara nas cidades maiores".
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