O governo de Artur Bernardes (1922-1926) enfrentou forte oposição política e uma conjuntura econômica complexa, que impactou diretamente a organização da economia cafeeira.
De acordo com o texto, a modificação na política de defesa do café durante o governo Bernardes caracterizou-se por:
Ⓐ Transferir a responsabilidade da defesa do café da União para o Estado de São Paulo, culminando na criação do Instituto Paulista de Defesa Permanente do Café.
Ⓑ Proibir as compras de excedentes de café pelo governo paulista para atender às exigências da missão financeira inglesa de Lorde Montagu.
Ⓒ Estabelecer uma política fiduciária baseada na emissão maciça de papel-moeda para socorrer os cafeicultores em momentos de crise cíclica.
Ⓓ Estatizar todas as fazendas produtoras de café do Oeste Paulista a fim de controlar rigidamente a entrada da mercadoria no porto de Santos.
Ⓔ Extinguir definitivamente qualquer tipo de proteção cambial ou intervenção permanente no mercado de café.
Diante das pressões internacionais (como o relatório de Lorde Montagu) e da indisposição do governo federal em emitir moeda para sustentar o café, a solução encontrada foi "transferir a defesa do café da União para o Estado de São Paulo", o que levou à criação do Instituto Paulista de Defesa Permanente do Café em dezembro de 1924.
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