A sucessão presidencial de Washington Luís em 1929 rompeu com a tradicional acomodação política que vinha caracterizando o arranjo oligárquico da Primeira República.
A decisão do presidente Washington Luís de impor e fechar questão em torno da candidatura do paulista Júlio Prestes fundamentou-se, de acordo com Boris Fausto, principalmente na:
Ⓐ Necessidade de responder militarmente às sublevações tenentistas que controlavam o Sul do país.
Ⓑ Intenção de garantir a continuidade de seu plano de estabilização financeira e cambial.
Ⓒ Exigência manifestada pelo Partido Republicano Mineiro (PRM), que recusava lançar um candidato próprio.
Ⓓ Pressão direta exercida pela burguesia industrial carioca, insatisfeita com a valorização permanente do café.
Ⓔ Tentativa de pacificar o Partido Democrático (PD), unificando as forças políticas paulistas em torno do PRP.
Conforme Boris Fausto, "é provável que o presidente considerasse ser Júlio Prestes o homem capaz de assegurar a continuidade de seu plano financeiro" . As demais alternativas alteram as motivações de Washington Luís ou inserem dados históricos incorretos para o período do início de 1929.
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