No Brasil Colonial, a atuação da Companhia de Jesus (Jesuítas) em relação às populações nativas gerou frequentes tensões com os colonos. Essa fricção ocorria prioritariamente porque os jesuítas:
Ⓐ Defendiam a abolição imediata de qualquer forma de trabalho compulsório na colônia, inclusive a escravidão africana.
Ⓑ Estimulavam os indígenas a organizar revoltas armadas e ataques violentos contra os engenhos de açúcar dos colonos.
Ⓒ Buscavam reunir os indígenas em missões (aldeamentos) para catequizá-los, retirando-os do controle direto dos colonos que queriam escravizá-los.
Ⓓ Exigiam o pagamento de altos tributos em ouro por parte dos colonos para permitir o uso de mão de obra nativa regulamentada.
Ⓔ Monopolizavam o comércio de exportação do açúcar produzido nas terras da Igreja utilizando exclusivamente o trabalho assalariado.
Conforme o historiador Boris fausto: a ação dos jesuítas baseava-se no isolamento dos indígenas em missões para fins de aculturação e conversão ao catolicismo. Ao fazer isso, a Igreja protegia os nativos da escravização direta pretendida pelos colonos locais. Isso gerou um conflito crônico entre a Igreja e os proprietários de terras, que viam nos aldeamentos uma perda de acesso à mão de obra barata.
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