As Câmaras Municipais, com sede nas vilas e cidades, constituíram um espaço crucial de poder local na Colônia. No entanto, a participação política nas eleições — que eram geralmente indiretas — era restrita aos chamados "homens bons". Esse grupo elegível e votante caracterizava-se por ser composto por:
Ⓐ proprietários residentes na cidade, estando excluídos os artesãos e os considerados impuros pela cor e pela religião.
Ⓑ comerciantes de grosso trato nativos e cristãos-novos que comprovassem alta renda anual.
Ⓒ fidalgos da aristocracia hereditária civil e membros do alto clero nascidos em Portugal.
Ⓓ todos os homens livres e alfabetizados da localidade, independentemente de sua origem étnica.
Ⓔ militares profissionais pertencentes à tropa de linha e antigos oficiais das forças armadas da Coroa.
Conforme o historiador Boris Fausto: "homens bons" que votavam nas eleições das Câmaras Municipais como os proprietários residentes na cidade . Havia critérios explícitos de exclusão socioeconômica, étnica e religiosa: estavam excluídos os artesãos e os considerados impuros pela cor e pela religião (negros, mulatos e cristãos-novos) .
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