A partir da década de 1970, o Brasil passou a registrar sintomas de um movimento de desconcentração industrial. Segundo Magnoli, esse fenômeno é motivado pelo surgimento das chamadas "deseconomias de aglomeração". Dentre esses fatores de repulsão das regiões industriais tradicionais, cita-se:
Ⓐ A diminuição das tensões sindicais e a consequente redução generalizada dos salários nominais urbanos.
Ⓑ A queda acentuada nos custos dos terrenos e a isenção total de impostos municipais nas grandes metrópoles.
Ⓒ O congestionamento de tráfego, a poluição ambiental e o encarecimento dos custos de vida, terrenos e impostos nas metrópoles.
Ⓓ A total ausência de redes modernas de transporte e comunicações no interior, o que impede a circulação de mercadorias.
Ⓔ O declínio tecnológico das cidades médias do interior, que perderam atratividade para investimentos agroindustriais.
As chamadas deseconomias de aglomeração surgem quando a excessiva concentração industrial em uma área passa a gerar mais custos do que benefícios para as empresas. Entre esses fatores estão:
- congestionamentos e dificuldades de transporte;
- poluição ambiental;
- aumento do preço dos terrenos;
- elevação do custo de vida e da mão de obra;
- maior carga tributária e custos operacionais.
Esses problemas estimularam, a partir da década de 1970, a desconcentração industrial no Brasil, com a transferência de indústrias para cidades médias e outras regiões do país, em busca de menores custos e melhores condições de produção.
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