14 de junho de 2026

(VPNE - CFGS/ESA 2026) - QUESTÃO

Durante o governo de Prudente de Morais, o Arraial de Canudos, liderado por Antônio Conselheiro no sertão baiano, foi completamente destruído. Na capital da República, o Rio de Janeiro, o conflito foi interpretado e instrumentalizado politicamente pelos jacobinos da seguinte forma:
Ⓐ Como um movimento legítimo da baixa classe média urbana em defesa do aumento de salários e contra a carestia de vida.
Ⓑ Como uma conspiração orquestrada oculta por políticos monarquistas, uma vez que a pregação anticlerical de Conselheiro ameaçava a separação entre Estado e Igreja.
Ⓒ Como uma ameaça real de restauração monárquica manipulada por forças ocultas, justificando a violência militar em nome da defesa da "civilização" contra a "barbárie".
Ⓓ Como uma revolta camponesa apoiada abertamente pelos comerciantes portugueses (os "galegos") estabelecidos no Rio de Janeiro.
Ⓔ Como um protesto orquestrado pela Companhia de Jesus para revogar o casamento civil introduzido pelos maçons e ateus na capital.

Conforme o historiador Boris faustono Rio de Janeiro os jacobinos "viam o dedo oculto dos políticos monarquistas em um episódio ligado às condições de vida do sertão...". Como Conselheiro pregava contra a República (visto por ele como coisa de ateus), gerou-se a fantasia de uma conspiração restauradora. Para os oficiais positivistas e republicanos, a destruição do arraial foi interpretada como a luta da "civilização contra a barbárie". A alternativa A confunde a pauta própria dos jacobinos cariocas com Canudos. A alternativa B erra porque a pregação não era anticlerical, mas antirrepublicana. A alternativa D erra porque os "galegos" eram alvo de ataques violentos dos jacobinos. A alternativa E confunde as justificativas dos sertanejos com a visão dos jacobinos.

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