A análise historiográfica sobre a economia colonial frequentemente utiliza termos que buscam explicar o comportamento de suas atividades. O historiador BORIS FAUSTO critica o uso do termo "ciclo" para a história do açúcar no Brasil porque:
Ⓐ O açúcar deixou de ser produzido no Brasil imediatamente após a descoberta do ouro no século XVIII.
Ⓑ "Ciclo" transmite a ideia enganosa de surgimento, ascensão e fim de uma atividade, quando na verdade o açúcar manteve sua importância, inclusive superando o ouro no comércio legal em 1760.
Ⓒ A atividade açucareira nunca sofreu concorrência internacional ou oscilações de preços no mercado europeu.
Ⓓ A produção de açúcar foi uma atividade de curtíssima duração, substituída rapidamente pelo fumo no Recôncavo Baiano.
Ⓔ O termo esconde o fato de que o açúcar perdeu totalmente sua relevância econômica no início do século XVII devido às invasões holandesas.
Conforme o historiador Boris Fausto: não é exato falar em "ciclo" porque a expressão dá a ideia de surgimento, ascensão e fim de uma atividade. Ele prefere o termo conjunturas (fases melhores ou piores) e exemplifica mostrando que em 1760 (auge do ouro) o açúcar correspondeu a 50% do valor total das exportações legais, contra 46% do ouro.
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