17 de junho de 2026

(VPNE - CFGS/ESA 2026) - QUESTÃO

Ao analisar a Revolução Pernambucana de 1817, os historiadores apontam que o movimento externou o choque entre as identidades regionais em construção e o projeto de centralização no Rio de Janeiro. No plano das ideias e da simbologia, a revolta expressou:
Ⓐ O jacobinismo radical francês puramente urbano, que rejeitava qualquer influência da religião católica na política e nos símbolos da revolta.
Ⓑ Um forte sentimento antilusitano alimentado pelo nacionalismo brasileiro nascente, combinado com o ideário liberal e o uso de símbolos próprios, como uma nova bandeira.
Ⓒ A defesa do mercantilismo pombalino como forma de proteger a produção de açúcar contra a concorrência das Antilhas.
Ⓓ O pan-americanismo, que propunha a fusão de Pernambuco com as colônias hispânicas vizinhas em uma confederação continental.
Ⓔ A total submissão aos ditames da Santa Aliança europeia, que apoiava as autonomias provinciais na América.

Conforme o historiador Boris faustoa Revolução de 1817 teve forte teor antilusitano (ódio aos comerciantes e burocratas portugueses, apelidados de "marinheiros" ou "bicudos"). O movimento adotou ideias liberais (liberdade de imprensa, de culto e de consciência) e criou símbolos próprios de soberania, como uma bandeira (que inspirou a atual bandeira do estado de Pernambuco), demonstrando a construção de uma identidade própria que rompia com os laços coloniais tradicionais antes mesmo do restante do Brasil.

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