A Revolução Liberal do Porto, eclodida em Portugal em 1820, apresentou uma profunda contradição política em relação ao Brasil. Essa ambiguidade se assentava no fato de que o movimento era:
Ⓐ Absolutista em Portugal, defendendo o poder divino dos reis, mas liberal no Brasil, propondo a república.
Ⓑ Liberal e constitucionalista no plano interno português, mas assumidamente recolonizador nas diretrizes voltadas ao Brasil.
Ⓒ Totalmente favorável à independência do Brasil, desde que este adotasse a religião protestante.
Ⓓ Liderado pela burguesia mercantil inglesa que desejava restabelecer o monopólio do açúcar em Lisboa.
Ⓔ Contrário ao retorno de D. João VI a Europa, preferindo que o rei governasse permanentemente a partir da Amazônia.
Conforme o historiador Boris fausto: a Revolução do Porto era liberal porque exigia o fim do absolutismo em Portugal, a instituição de uma Constituição e a limitação dos poderes do rei. No entanto, para o Brasil, a burguesia mercantil portuguesa exigia a reversão da autonomia conquistada desde 1808 (o retorno do estatuto colonial), a extinção dos tribunais do Rio de Janeiro e a subordinação administrativa direta a Lisboa, o que apressou a ruptura política liderada por D. Pedro.
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