Apesar de a historiografia tradicional ter consolidado a imagem do escravizado como mera peça mercantil ou vítima passiva, a análise das relações sociais no Brasil Colonial revela a existência de brechas no sistema. O conceito de "brecha camponesa" na escravidão refere-se à:
Ⓐ Permissão legal para que os escravizados pudessem votar nas eleições para as Câmaras Municipais.
Ⓑ Possibilidade de os escravizados cultivarem pequenas parcelas de terra para subsistência própria e eventual venda de excedentes.
Ⓒ Isenção total de castigos físicos para os trabalhadores que demonstrassem conversão sincera ao catolicismo.
Ⓓ Prática de os senhores pagarem salários fixos aos domingos e feriados religiosos como incentivo à produtividade.
Ⓔ Concessão automática de cartas de alforria após dez anos ininterruptos de serviços prestados no eito.
Conforme o historiador Boris fausto: a "brecha camponesa" era uma concessão (muitas vezes negociada ou conquistada) pela qual os senhores permitiam que os escravizados utilizassem pedaços de terra periféricos e dias de descanso (como domingos) para plantar alimentos. Isso diminuía os custos de manutenção do senhor com a alimentação dos cativos e permitia a estes acumular pequenos pecúlios que, eventualmente, podiam ser usados para comprar a própria liberdade (alforria).
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