Para entender o motivo, vamos analisar cada uma das proposições:
I. CORRETA: A Política dos Governadores (uma troca de favores políticos entre o presidente e os governadores estaduais) e o Coronelismo (onde os chefes locais usavam o voto de cabresto) eram, de fato, as engrenagens principais que mantinham o poder concentrado nas mãos das oligarquias paulista e mineira (a famosa política do café com leite).
II. CORRETA: O Brasil apostava quase todas as suas fichas no café. Quando a Grande Depressão de 1929 estourou nos Estados Unidos, o mercado internacional desmoronou, os preços do café despencaram e a economia brasileira entrou em uma crise profunda, abalando as bases do regime oligárquico.
III. CORRETA: A Aliança Liberal uniu forças políticas de estados que estavam descontentes com a hegemonia de São Paulo (como Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba) e defendeu reformas como o voto secreto e a criação de leis trabalhistas para atrair o apoio popular e das classes médias.
IV. INCORRETA: A Revolução de 1930 não promoveu uma "imediata democratização". Na verdade, Getúlio Vargas assumiu o poder de forma provisória, dissolveu o Congresso Nacional, suspendeu a Constituição de 1891 e nomeou interventores para governar os estados. A ampliação do sufrágio (como o voto feminino) e a nova Constituição só vieram mais tarde, em 1932 e 1934, respectivamente — e o período ainda passou por momentos de forte centralização e autoritarismo (como o Estado Novo em 1937).
V. CORRETA: A subida de Vargas ao poder centralizou as decisões no Rio de Janeiro (então capital federal). Ao centralizar o poder e nomear interventores, o novo regime enfraqueceu drasticamente a antiga autonomia que os governadores e as oligarquias regionais possuíam na Primeira República.
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