Durante duas décadas, a produção automobilística brasileira esteve concentrada na Grande São Paulo. A partir da década de 1990, ocorreu uma expressiva expansão geográfica desse setor. Segundo Magnoli, as decisões de localização das montadoras nesse período buscaram:
Ⓐ Instalar-se exclusivamente na Região Norte para aproveitar os incentivos fiscais universais da Zona Franca de Manaus.
Ⓑ Evitar investimentos nos estados do Sul, focando na ocupação industrial do interior da Amazônia.
Ⓒ Reduzir custos de produção, buscando locais onde os sindicatos tivessem menor poder de reivindicação e redes de circulação menos congestionadas.
Ⓓ Aproximar-se das fronteiras internacionais do Mercosul, fixando as linhas de montagem unicamente no extremo oeste do país.
Ⓔ Abandonar o uso de rodovias e estruturar a logística de peças dependendo unicamente do transporte hidroviário da bacia do Paraná.
Na década de 1990, a indústria automobilística brasileira passou por um processo de desconcentração espacial, saindo da forte concentração no ABC Paulista e em outras áreas da Grande São Paulo. As montadoras procuraram novos locais em estados como Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás.
Segundo o geógrafo Demétrio Magnoli, essa mudança foi motivada principalmente pela busca de:
- menores custos de produção;
- incentivos fiscais oferecidos por estados e municípios;
- mão de obra mais barata;
- menor força sindical em comparação ao ABC Paulista;
- melhores condições logísticas, evitando áreas com grande congestionamento urbano e industrial.
As demais alternativas estão incorretas porque:
a) a expansão não ocorreu exclusivamente para a Região Norte;
b) houve investimentos significativos na Região Sul;
d) as montadoras não se concentraram apenas nas fronteiras do Mercosul;
e) o transporte rodoviário continuou sendo fundamental para a logística do setor.
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