A intervenção do Estado brasileiro no semiárido pautou-se, durante décadas, pela chamada 'política hidráulica'. A análise crítica desse modelo de planejamento regional revela que a 'indústria das secas' caracterizou-se por:
Ⓐ Direcionar investimentos exclusivamente para as terras públicas, proibindo a construção de poços e açudes no interior de latifúndios privados.
Ⓑ Utilizar recursos e obras públicas para a valorização de propriedades privadas e fortalecimento político das oligarquias locais, mascarando as causas sociais da pobreza.
Ⓒ Garantir a preservação integral das safras alimentares dos camponeses pobres em períodos de estiagem moderada.
Ⓓ Erradicar a pobreza rural por meio de uma ampla e agressiva reforma agrária promovida pelo DNOCS.
Ⓔ Reduzir o Polígono das Secas à sua menor dimensão estritamente física para evitar o desperdício de verbas em áreas úmidas.
As obras valorizavam os latifúndios e serviam para governantes locais desviarem verbas, praticarem corrupção e obterem votos.
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