A eleição presidencial de 1950 apresentou uma dinâmica política peculiar que consagrou a vitória de Getúlio Vargas, mas que também imortalizou o neologismo político "cristianizar". No contexto daquela sucessão, o termo "cristianizar" passou a significar:
Ⓐ A conversão de lideranças operárias de esquerda aos valores tradicionais defendidos pela Igreja Católica e pelas bancadas conservadoras.
Ⓑ O erro político cometido pelo candidato da UDN, Eduardo Gomes, ao defender pautas impopulares como a revogação do salário mínimo.
Ⓒ O fenômeno de esvaziamento e abandono de uma candidatura oficial (no caso, a de Cristiano Machado) pelos próprios partidos e chefes políticos que a lançaram.
Ⓓ A estratégia de Vargas de modular seu discurso de acordo com as especificidades religiosas e regionais de cada estado visitado.
Ⓔ A unificação total das máquinas políticas do PSD e do PTB em torno de um candidato de consenso indicado pelo presidente Dutra.
Conforme o historiador Boris fausto: O presidente Dutra não aceitava apoiar Vargas e manobrou o PSD para lançar Cristiano Machado, um político mineiro pouco conhecido . Contudo, a maior parte dos grandes chefes pessedistas abandonou Cristiano para apoiar velada ou abertamente Getúlio Vargas . O texto explica: "Daí para a frente, nasceu o verbo 'cristianizar', exprimindo a liquidação de um candidato pelos próprios responsáveis pelo lançamento de sua candidatura" .
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