No ambiente urbano colonial, especialmente nos primeiros decênios do século XIX, consolidou-se a figura dos "escravos de ganho". Com base no historiador BORIS FAUSTO, a dinâmica dessa modalidade de trabalho escravista estruturava-se da seguinte forma:
Ⓐ Os cativos trabalhavam exclusivamente na casa-grande dos senhores urbanos sem qualquer contato com o espaço público.
Ⓑ Os escravos recebiam a carta de alforria imediata em troca da prestação de serviços pesados na indústria de construção.
Ⓒ Os senhores permitiam que os escravos prestassem serviços ou vendessem mercadorias nas ruas, cobrando deles uma quantia fixa diária ou semanal.
Ⓓ O ganho obtido nas ruas pertencia integralmente ao cativo, sendo proibido por lei o repasse de valores aos proprietários.
Ⓔ Os escravos de ganho eram operados exclusivamente por ordens religiosas nos aldeamentos jesuíticos para evitar o comércio de rua.
Conforme o historiador Boris Fausto: os escravos de ganho exerciam atividades prestando serviços ou vendendo mercadorias nas ruas . Em troca dessa permissão, os senhores cobravam deles uma quantia fixa paga por dia ou por semana, retendo assim uma parcela monetária do fruto do trabalho do cativo .
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