O historiador Boris Fausto salienta que a Revolução de 1930 rompeu com o arranjo político da República Velha, mas a institucionalização do novo regime varguista foi marcada por profundas tensões entre diferentes projetos. No que tange às causas profundas da Revolução de 1932, expressas na coalizão da Frente Única Paulista (FUP), é correto afirmar que ela representou:
Ⓐ A união inédita entre o Partido Republicano Paulista (PRP) e seu histórico rival, o Partido Democrático (PD), que se sentiram marginalizados pelo centralismo e pela ascensão dos "tenentes" no governo provisório.
Ⓑ O alinhamento dos setores agrários tradicionais de São Paulo com a ala mais radical do Tenentismo, liderada por Luís Carlos Prestes.
Ⓒ A fusão do operariado fabril com a burguesia industrial paulista contra a hegemonia econômica do setor agroexportador de café.
Ⓓ Uma reação das forças clericais católicas paulistas face à implantação do Estado laico e do casamento civil obrigatório por Vargas.
Ⓔ O descontentamento da Força Pública de São Paulo com as reformas de modernização militar propostas pelo Ministério da Guerra.
Conforme o historiador Boris fausto: a Frente Única Paulista (FUP), criada no início de 1932, uniu duas forças historicamente inimigas: o PRP (partido da oligarquia cafeeira derrubada em 1930) e o PD (partido dissidente que inicialmente apoiara a Revolução de 1930). Ambos se uniram porque o Partido Democrático percebeu que Vargas não pretendia devolver a autonomia a São Paulo e preferia governar por meio de interventores autoritários e do movimento tenentista, marginalizando toda a classe política paulista.
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