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Fazer questões é, sem exagero, uma das partes mais importantes da preparação para o concurso da ESA. Não é só “praticar” — é o que realmente transforma teoria em resultado. Quando você resolve questões, ativa o cérebro para lembrar, interpretar e aplicar o conteúdo. Isso fixa muito mais do que só ler ou assistir aula. Como sabemos, cada banca tem um estilo. Fazendo questões, você percebe padrões: pegadinhas, temas favoritos, nível de profundidade. Errar questão é ótimo — mostra exatamente onde você precisa melhorar. Sem isso, você estuda “no escuro”. Prova tem tempo. Treinar questões ajuda você a pensar mais rápido e com menos dúvida na hora decisiva. Resolver questões funciona como revisão, mas de forma inteligente. Você revisa tentando lembrar, não só relendo. Só estudar teoria pode enganar (“acho que sei”). Questões mostram a verdade: você sabe ou não sabe.

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10 de dezembro de 2023

(VUNESP) - QUESTÃO

Esse movimento descobriu algo que ainda não havia sido conhecido ou enfatizado antes: a “poesia pura”, a poesia que surge do espírito irracional, não conceitual da linguagem, oposto a toda interpretação lógica. Assim, a poesia nada mais é do que a expressão daquelas relações e correspondências, que a linguagem, abandonada a si mesma, cria entre o concreto e o abstrato, o material e o ideal, e entre as diferentes esferas dos sentidos.
Sendo a vida misteriosa e inexplicável, como pensavam os adeptos desse movimento, era natural que fosse representada de maneira imprecisa, vaga, nebulosa, ilógica e ininteligível.

(Afrânio Coutinho. Introdução à literatura no Brasil, 1976. Adaptado.)

O comentário do crítico Afrânio Coutinho refere-se ao movimento literário denominado
a) Parnasianismo.
b) Romantismo.
c) Realismo.
d) Simbolismo.
e) Arcadismo.



Temos no enunciado trechos que caracterizam o movimento do Simbolismo.
São eles:
“Poesia que surge do espírito irracional”, “oposto a toda interpretação lógica”, “diferentes esferas dos sentidos”, “vida misteriosa e inexplicável”, vida representada “de maneira imprecisa, vaga, nebulosa, ilógica e ininteligível”.

O Simbolismo surgiu na França, em 1857, com a publicação de As flores do mal, de Charles Baudelaire.
No Brasil, Cruz e Sousa, no ano de 1893, dá início ao Simbolismo com as obras Missal (prosa) e Broquéis (poesia).

Os simbolistas reagem contra os parnasianos a fim de evitar o aprisionamento da criatividade a modelos pré-elaborados, excessivamente formais e que se descuidam do conteúdo e do espírito. No Simbolismo há uma procura pela recuperação dos valores emocionais, da riqueza expressiva, do sonho, da fantasia e da musicalidade.
A força da espiritualidade, os sentimentos morais, o mistério da existência, o consciente e o subconsciente, o sonho e a metafísica formam o universo simbolista. Essa subjetivação colocou o homem à margem da realidade, o que conferiu aos simbolistas o apelido de nefelibatas, ou seja, aqueles que vivem no mundo das nuvens. 
No aspecto da linguagem, o Simbolismo explora as combinações sonoras e sensoriais. Vale-se, portanto, das aliterações, das assonâncias, das onomatopeias para extrair a musicalidade das palavras. Recorre à sinestesia para emaranhar as sensações.

(SARAIVA S.A. - Uvreiros Editores, São Paulo, 2013, pág 63)  

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