Fundado em março de 1922, o Partido Comunista do Brasil (PCB) introduziu novas perspectivas no cenário das esquerdas brasileiras. Diferenciando-se dos anarquistas, os comunistas defendiam, fundamentalmente:
Ⓐ A total negação da questão nacional e a recusa em aceitar reformas agrárias ou lutas anti-imperialistas.
Ⓑ A extinção imediata do partido político para dar lugar a comissões sindicais descentralizadas e livres.
Ⓒ O papel estratégico do partido e a valorização do Estado, inclusive com a necessidade de estabelecer uma ditadura do proletariado no período de transição.
Ⓓ A aliança incondicional com a oligarquia cafeeira paulista para combater as revoltas tenentistas de Artur Bernardes.
Ⓔ A via exclusivamente pacífica de reformas graduais por etapas, fundindo-se com o Partido Socialista na legalidade.
Conforme o historiador Boris Fausto: os comunistas distinguiam-se dos anarquistas porque valorizavam o papel do Estado (sustentando a necessidade de reforçá-lo na "ditadura do proletariado" durante a transição) e davam primazia ao partido político. Ao contrário dos anarquistas (que negavam a questão nacional), os comunistas reconheciam-na e propunham bandeiras como a reforma agrária e o anti-imperialismo. A alternativa Ⓔ descreve a visão dos socialistas reformistas, com os quais os comunistas divergiam.
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