Analisando o desfecho da Revolução de 1932 e a subsequente Assembleia Nacional Constituinte de 1933-1934, os desdobramentos políticos demonstraram uma complexa acomodação de forças. Na interpretação historiográfica moderna, o desfecho do movimento de 1932 aponta que:
Ⓐ O centralismo de Vargas foi totalmente derrotado, restabelecendo-se o federalismo oligárquico descentralizado idêntico ao de antes de 1930.
Ⓑ A elite paulista foi liquidada economicamente, perdendo o controle das indústrias e das fazendas de café para o capital estatal.
Ⓒ Ocorreu uma transição negociada na qual Vargas acelerou a institucionalização jurídica do país (Constituição de 1934), mas sob uma modelagem que preservava o fortalecimento do Poder Executivo Central e a incorporação de novos atores sociais.
Ⓓ O Tenentismo consolidou-se como o único grupo dirigente do país até 1945, eliminando os partidos políticos civis em São Paulo e Minas Gerais.
Ⓔ São Paulo obteve o direito de veto absoluto sobre qualquer política econômica federal, em troca da entrega de suas armas.
Conforme o historiador Boris fausto: a Revolução de 1932 funcionou como uma fresta para acelerar a institucionalização do país. Getúlio Vargas percebeu que não conseguiria governar de forma discricionária por muito mais tempo sem enfrentar revoltas contínuas. A Constituição de 1934 foi o resultado dessa acomodação: atendeu ao pleito constitucionalista paulista, mas manteve as conquistas centralizadoras de Vargas, a legislação trabalhista e o voto feminino, consolidando as transformações iniciadas em 1930 em vez de retornar ao passado oligárquico puro.
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