24 de maio de 2024

(VPNE CFGS/ESA) - QUESTÃO

Apesar de a monocultura de exportação ter sido o eixo norteador da economia colonial na visão de Boris Fausto, o autor ressalta a complexidade das formações sociais e econômicas do Brasil. Ele pondera que não se deve "rotular com etiquetas rígidas formações sociais complexas que não reproduzem o modelo europeu".  
A flexibilidade do sistema colonial e a presença de outros arranjos econômicos na plantation podem ser comprovadas pela existência de:
A) Uma elite agrária composta exclusivamente por camponeses europeus assalariados e sem propriedades.
B) Uma indústria pesada de maquinários para engenhos que tornou a colônia independente das importações europeias.
C) Setores intermediários e paralelos, como os plantadores de cana (produtores independentes sem engenho) e trabalhadores especializados livres.  
D) Um sistema de cooperativas agrícolas indígenas que controlava as principais taxas alfandegárias do açúcar.
E) Uma proibição total do uso de mão de obra escrava africana nas lavouras de subsistência de mandioca e feijão.

Ao detalhar a vida na plantation, Boris Fausto aponta que os senhores e escravos não estavam sozinhos: existiam trabalhadores brancos livres especializados (como artesãos e mestres-de-açúcar) e, fundamentalmente, os plantadores de cana, que eram produtores independentes sem recursos para montar um engenho próprio. Isso demonstra que a sociedade e a economia colonial possuíam nuances e complexidades além do binômio senhor-escravo. 

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