Obra pré-modernista eivada de informações histórias e científicas, primeira grande
interpretação da realidade brasileira, que, buscando compreender o meio áspero em que vivia o jagunço
nordestino, denunciava uma campanha militar que investia contra o fanatismo religioso advindo da miséria e
do abandono do homem do sertão. Trata-se de:
a) O sertanejo, de José de Alencar.
b) Pelo sertão, de Afonso Arinos.
c) Os Sertões, de Euclides da Cunha.
d) Grande Sertão: veredas, de Guimarães Rosa.
e) Sertão, de Coelho Neto.
Euclides da Cunha (1866-1909), autor da obra pré-modernista Os sertões, publicada pela primeira vez em 1902. Trata-se de um vasto compilado daquilo que presenciou enquanto repórter d’O Estado de S. Paulo ao viajar para o sertão baiano durante a Guerra de Canudos, em 1897. É um livro de não ficção que surpreende pelo hibridismo entre as descrições poéticas do cenário natural, ao mesmo tempo que aborda questões sociológicas, geográficas e científicas, unidas a vocabulários sertanejos e brasileirismos.
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