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28 de março de 2020

(ESA/CFS 2016-17) - QUESTÕES

A última gota
A crise no Sistema Cantareira, que abastece quase 10 milhões de pessoas na grande São Paulo e no interior, é um exemplo concreto de que o abastecimento de água pode ficar comprometido também em outras cidades do Brasil. Ainda que tenhamos uma visão otimista, os últimos episódios de seca no Sudeste e no Sul, que deixaram alguns reservatórios de água dessas regiões em níveis críticos, mostram claramente que há urgência na implantação de ações de conservação para a manutenção dos recursos hídricos no país.
Atualmente, as duas maiores regiões metropolitanas do Sudeste – Rio de Janeiro e São Paulo – têm o
abastecimento de água garantido porque é realizada a transferência de grandes vazões de mananciais localizados em bacias hidrográficas próximas. Para o abastecimento da capital fluminense, é utilizada a bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul, enquanto a capital paulista se serve da bacia hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. As duas bacias são responsáveis pelas maiores reversões hídricas para os sistemas Guandu (RJ) e Cantareira (SP), respectivamente. São duas fontes que começam a ficar saturadas porque servem a milhares de consumidores – ambas as regiões concentram grande densidade populacional, gerando consumo de água muito maior que a capacidade produtiva dessas bacias. Desse modo, fica mais próximo o risco de os consumidores abrirem as torneiras e não verem a água escorrer.
Não podemos credenciar, porém, os motivos para a crise de abastecimento somente ao consumo excessivo e ao mau uso da água por parte da população. Seria ingênuo apontar esses dois fatores apenas, pois a questão é mais complexa: vai desde a falta de políticas públicas que incentivem a proteção dos mananciais de água ao desmatamento de áreas naturais, que altera o ciclo da água e a variabilidade de chuvas nas regiões onde antes elas predominavam.
Está mais que na hora de todos os setores conscientizarem-se de que o problema de escassez da água não é somente de São Paulo – é hoje o mais grave. Caso contrário, a nossa desatenção pode ser a gota d’água. O desafio consiste em garantir o abastecimento às grandes cidades brasileiras nos próximos anos, uma vez que é previsto crescimento populacional e, consequentemente, aumento das demandas de consumo. São necessários investimentos urgentes para a adequação dos sistemas produtores de água, sobretudo no Sudeste, e planejamento para otimização de uso das fontes hídricas. Além disso, a proteção de áreas naturais é condição sine qua non, pois a qualidade e a quantidade de água produzida pela natureza dependem da manutenção da vegetação nativa.

Malu Nunes, engenheira florestal, é diretora-executiva da fundação grupo boticário de proteção à natureza. (Adaptado de http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/06/1464055-malu-nunes-a-ultima-gota.shtml)

Com base no texto acima responda as seguintes questões:

01. QUESTÃO

Na conclusão, a autora deixa claro que pra garantir o abastecimento de água
a) as ações de efeito são: investir, planejar e proteger. 
b) o essencial é adequar, otimizar e produzir.
c) é urgente conscientizar, garantir e preservar. 
d) são necessários proteção e racionamento.
e) urge investir para otimizar a distribuição de água no Sudeste.

02. QUESTÃO

De acordo com a introdução do texto, é imprescindível.
a) implantar ações de conservação para o uso dos mananciais de água.
b) empreender ações de preservação com vistas à manutenção dos recursos hídricos.
c) agir no sentido de explorar e esgotar o potencial hídrico.
d) executar ações de recuperação e exploração dos mananciais.
e) atuar no sentido de recuperação dos mananciais.

03. QUESTÃO

A expressão latina sine qua non, levando em conta o contexto, significa
a) impossível. 
b) inviável. 
c) improvável 
d) indispensável. 
e) invariável.



01. QUESTÃO: A
No último parágrafo do texto, há uma clara listagem das ações necessárias para garantir o abastecimento de água: investir, planejar e proteger.

JUSTIFICATIVAS DAS ALTERNATIVAS QUE NÃO RESPONDEM À QUESTÃO:
B) o essencial é investir, planejar e proteger.
C) é urgente investir, planejar e proteger.
D) são necessários investimento, planejamento e proteção
E) urge investir, planejar e proteger.

02. QUESTÃO: B
No primeiro parágrafo, a autora afirma que “há urgência na implantação de ações de conservação para a manutenção dos recursos hídricos no país.”

JUSTIFICATIVAS DAS ALTERNATIVAS QUE NÃO RESPONDEM À QUESTÃO:
A) implantar ações de conservação para o uso dos mananciais de água preservar para manter e não para usar
C) agir no sentido de explorar e esgotar o potencial hídricos a autora não fala em explorar ou muito menos esgotar
D) executar ações de recuperação e exploração dos mananciais a autora não fala em recuperar para explorar
E) atuar no sentido de recuperação dos mananciais o texto não fala em recuperar, mas em preservar para manter

03. QUESTÃO: D
A palavra indispensável é a única no contexto que pode substituir a expressão em destaque.

JUSTIFICATIVAS DAS ALTERNATIVAS QUE NÃO RESPONDEM À QUESTÃO:
As outras alternativas não substituem a expressão em destaque.

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