Mostrando postagens com marcador Guerra do Paraguai ou Guerra da Tríplice Aliança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Guerra do Paraguai ou Guerra da Tríplice Aliança. Mostrar todas as postagens

10 de junho de 2026

(VPNE - CFGS/ESA 2026) - QUESTÃO

A Guerra do Paraguai alterou de forma profunda o cenário geopolítico da América do Sul e as estruturas internas das nações envolvidas. Do ponto de vista dos desdobramentos sociopolíticos institucionais dentro do Império do Brasil, a principal consequência do conflito foi:
Ⓐ o fortalecimento político dos partidos Liberal e Conservador, que passaram a atuar em perfeita harmonia com as demandas financeiras britânicas.
Ⓑ o enriquecimento generalizado das tropas combatentes devido às indenizações territoriais cedidas pelo Paraguai após a morte de Solano López.
Ⓒ a consolidação da Guarda Nacional como a principal força de defesa interna, esvaziando as demandas profissionais do Exército regular.
Ⓓ o descontentamento das elites cafeicultoras paulistas, que rejeitaram o ingresso de imigrantes italianos financiados pelo governo imperial durante a guerra.
Ⓔ a afirmação do Exército como uma instituição com fisionomia e objetivos próprios, acompanhada de crescentes queixas corporativas contra as elites civis — os "casacas".

(VPNE - CFGS/ESA 2026) - QUESTÃO

Analisando o desenrolar das campanhas militares na Guerra do Paraguai, a historiografia destaca inflexões táticas e políticas na condução das forças aliadas. Um momento crucial de reorganização e alteração do comando das forças militares ocorreu quando:
Ⓐ o general Osório foi destituído logo após a vitória na Batalha do Riachuelo devido ao avanço da cólera entre as tripulações brasileiras.
Ⓑ o presidente argentino Bartolomé Mitre assumiu em definitivo o comando absoluto das tropas em 1869, conduzindo a invasão final a Assunção.
Ⓒ o Conde d'Eu se retirou da frente de batalha por motivos de saúde, sendo substituído às pressas pelo Duque de Caxias para pacificar a oposição conservadora.
Ⓓ Caxias assumiu o comando das forças brasileiras (1866) e aliadas (1868), priorizando a estruturação de uma infraestrutura adequada antes de partir para a ofensiva contra a fortaleza de Humaitá.
Ⓔ as forças paraguaias conseguiram romper o bloqueio naval do Rio Paraná logo após a batalha campal de Tuiuti, prolongando o cerco em Mato Grosso.

(VPNE - CFGS/ESA 2026) - QUESTÃO

A mobilização de tropas pelo Império do Brasil para fazer frente à prolongada resistência paraguaia alterou a composição social e os mecanismos de recrutamento do Exército. Uma das medidas adotadas pelo governo imperial em 1866 consistiu em:
Ⓐ abolir integralmente a escravidão no território nacional para angariar o apoio da opinião pública internacional.
Ⓑ conceder liberdade aos "escravos da Nação" — africanos introduzidos ilegalmente no país e sob a guarda do governo — que servissem no Exército.
Ⓒ instituir o serviço militar obrigatório e universal para todos os cidadãos masculinos, revogando os privilégios da Guarda Nacional.
Ⓓ proibir que proprietários rurais cedessem seus cativos particulares para os campos de batalha como forma de preservar a produção cafeeira.
Ⓔ extinguir o corpo de "Voluntários da Pátria" devido aos altos custos financeiros gerados pelas pensões militares.

(VPNE - CFGS/ESA 2026) - QUESTÃO

No início da Guerra do Paraguai, o panorama das forças militares terrestres apresentava uma aparente assimetria entre os blocos beligerantes. Com base nos dados demográficos e militares apresentados por Boris Fausto, constata-se que:
Ⓐ as forças armadas do Império do Brasil contavam com amplo predomínio numérico terrestre imediato, somando mais de 100 mil homens na frente de batalha em 1864.
Ⓑ o exército paraguaio estava numericamente melhor preparado militarmente no início do conflito, superando amplamente a soma dos efetivos iniciais dos exércitos dos três países aliados.
Ⓒ o Uruguai assumiu o protagonismo da infantaria aliada devido à experiência de combate acumulada pelas milícias gaúchas.
Ⓓ o recrutamento no Brasil deu-se de forma pacífica e voluntária em todas as províncias, extinguindo o tradicional alistamento forçado da época colonial.
Ⓔ a Argentina forneceu dois terços do contingente militar total da Tríplice Aliança graças à rápida pacificação comandada por Bartolomé Mitre.

(VPNE - CFGS/ESA 2026) - QUESTÃO

Antes de eclodirem as hostilidades diretas da Guerra do Paraguai, as relações diplomáticas entre o Império do Brasil e o Reino Unido passaram por sérias turbulências. Esse episódio, conhecido na história brasileira como a Questão Christie, resultou em:
Ⓐ uma aliança militar imediata entre brasileiros e ingleses para conter o avanço das tropas paraguaias em Mato Grosso.
Ⓑ um alinhamento automático do Brasil à política externa britânica, facilitando a concessão de empréstimos financeiros para o café.
Ⓒ uma invasão conjunta anglo-paraguaia à província do Rio Grande do Sul em represália às ações dos pecuaristas gaúchos.
Ⓓ uma exaltação patriótica no Brasil e no rompimento das relações diplomáticas com a Inglaterra no início de 1863, após a apreensão de navios mercantes brasileiros.
Ⓔ um acordo de livre comércio fluvial que encerrou as disputas de fronteira entre o Brasil, a Argentina e o Uruguai.

(VPNE - CFGS/ESA 2026) - QUESTÃO

Durante a década de 1960, uma vertente historiográfica de esquerda, representada por autores como o argentino León Pomer, formulou uma interpretação acerca das causas e da dinâmica da Guerra do Paraguai. De acordo com essa perspectiva teórica descrita por Boris Fausto, o conflito teria sido:
Ⓐ provocado exclusivamente pela megalomania e pelos planos expansionistas territoriais do ditador paraguaio Solano López.
Ⓑ motivado pela necessidade das nações platinas de consolidarem seus Estados nacionais sem interferências externas.
Ⓒ fomentado pelo imperialismo inglês, que utilizou Brasil e Argentina como instrumentos para destruir a autonomia e o modelo de desenvolvimento paraguaio.
Ⓓ desencadeado pela disputa direta entre a Marinha britânica e as forças navais brasileiras no estuário do Rio da Prata.
Ⓔ gerado pela tentativa do ditador Alfredo Stroessner de glorificar o passado militar de seu país em detrimento das economias vizinhas.

(VPNE - CFGS/ESA 2026) - QUESTÃO

No contexto geopolítico do Rio da Prata durante o século XIX, o Uruguai foi palco de intensas disputas entre duas facções políticas: os blancos e os colorados. A respeito do posicionamento do Império do Brasil em relação a esses grupos, Boris Fausto afirma que o governo imperial:
Ⓐ manteve-se estritamente neutro para evitar conflitos com a Confederação Argentina e com a Inglaterra.
Ⓑ apoiou abertamente os blancos, que compartilhavam dos ideais liberais e da defesa da livre navegação dos rios.
Ⓒ financiou secretamente os blancos por intermédio do Barão de Mauá, visando reprimir o contrabando na fronteira gaúcha.
Ⓓ colocou-se ao lado dos colorados, cuja linha política se aproximava de seus interesses, chegando a fornecer-lhes contribuição mensal em dinheiro.
Ⓔ aliou-se ao ditador Solano López para garantir a permanência de uma facção aliada no controle de Montevidéu.

(VPNE - CFGS/ESA 2026) - QUESTÃO

A Guerra do Paraguai (1864–1870) envolveu diferentes nações da bacia do Rio da Prata. Na Argentina, antes da unificação nacional que culminou na formação da aliança contra o Paraguai, duas correntes políticas opunham-se ferrenhamente: os unitários e os federalistas. Segundo Boris Fausto, os unitários representavam primordialmente:
Ⓐ os grandes proprietários rurais do interior, interessados na descentralização e na autonomia econômica das províncias.
Ⓑ os comerciantes de Buenos Aires, que defendiam um modelo de Estado centralizado para garantir o controle do comércio exterior e das rendas alfandegárias.
Ⓒ os pequenos industriais voltados para o mercado interno que rejeitavam os impostos estabelecidos pela burguesia portenha.
Ⓓ os aliados históricos dos blancos uruguaios e defensores da tradição autoritária espanhola na América do Sul.
Ⓔ a esquerda latino-americana que lutava contra o avanço do imperialismo financeiro inglês na região platina.

20 de junho de 2024

(FUNPAR NC UFPR) - QUESTÃO

Um dos fatores da crise da monarquia no Brasil foi a série de atritos entre a Coroa e o exército brasileiro. Qual evento foi fundamental para o fortalecimento desse exército naquele período?
a) A Convenção de Itu.
b) A Revolta da Armada.
c) A Questão Christie.
d) A Revolução Praieira.
e) A Guerra do Paraguai.

17 de janeiro de 2021

(ESA/CFS 2021-22) - QUESTÃO

Durante o avanço das Forças Brasileiras na Guerra Tríplice Aliança, as tropas se depararam com uma posição defensiva estrategicamente construída pelos paraguaios, a fortaleza de Humaitá. Essa posição demandou muito tempo e vidas para ser conquistada. Tal fortaleza estabelecida às margens do rio: 

a) Paraguai 
b) Paraíba do Sul 
c) Paraná 
d) Uruguai 
e) Iguaçu


25 de novembro de 2017

(ESA/CFS 2018-19) - QUESTÃO

No dia 1º de maio de 1865, Brasil, Argentina e Uruguai assinaram o Tratado da Tríplice Aliança para atuarem contra o Paraguai. Nessa oportunidade escolheram para exercer a função de Comandante-em Chefe das forças aliadas, para a invasão do Paraguai: 

a) Solano Lopez 
b) Bartolomeu Mitre 
c) Luiz Alves de Lima e Silva 
d) Venâncio Flores 
e) Manuel Luís Osório 

17 de junho de 2017

(ESA/CFS 2015-16) - QUESTÃO

Em resposta ao ataque paraguaio à província de Corrientes, em 1865, foi assinado um tratado que deu origem à Tríplice Aliança. Os países que fizeram parte desta Tríplice Aliança foram: 

A) Argentina, Brasil e Chile. 
B) Argentina, Brasil e Uruguai. 
C) Brasil, Uruguai e Paraguai. 
D) Brasil, Argentina e Chile. 
E) Paraguai, Chile e Argentina.

12 de junho de 2017

(ESA/CFS 2014-15) - QUESTÃO

Entre as causas da Guerra da Tríplice Aliança temos a (o):

A) disputa pela livre navegação na Bacia do Prata.
B) controle sobre as exportações de prata e estanho vindos da Bolívia.
C) interesse da Inglaterra em dominar o mercado de exportação de erva-mate.
D) desejo do presidente Solano Lopez em anexar o Uruguai.
E) apresamento do Navio Marquês de Olinda, que levava o presidente da província de São Paulo.