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Fazer questões é, sem exagero, uma das partes mais importantes da preparação para o concurso da ESA. Não é só “praticar” — é o que realmente transforma teoria em resultado. Quando você resolve questões, ativa o cérebro para lembrar, interpretar e aplicar o conteúdo. Isso fixa muito mais do que só ler ou assistir aula. Como sabemos, cada banca tem um estilo. Fazendo questões, você percebe padrões: pegadinhas, temas favoritos, nível de profundidade. Errar questão é ótimo — mostra exatamente onde você precisa melhorar. Sem isso, você estuda “no escuro”. Prova tem tempo. Treinar questões ajuda você a pensar mais rápido e com menos dúvida na hora decisiva. Resolver questões funciona como revisão, mas de forma inteligente. Você revisa tentando lembrar, não só relendo. Só estudar teoria pode enganar (“acho que sei”). Questões mostram a verdade: você sabe ou não sabe.

DISCIPLINAS DISPONÍVEIS: matemática, português, literatura, história do Brasil, geografia do Brasil e inglês.

29 de julho de 2025

(IDECAN) - QUESTÃO

“[...] A derrota de duas expedições [das forças federais] municiadas com canhões e metralhadoras [...], provocou uma onda de protestos e de violência no Rio de Janeiro. Os jacobinos viam o dedo oculto dos políticos monarquistas em um episódio ligado às condições de vida do sertão e ao universo mental dos sertanejos. Essa fantasia era alimentada pelo fato de o Conselheiro pregar a volta da Monarquia [...]. Uma expedição sob o comando do general Arthur Oscar, constituída de 8 mil homens e dotada de equipamento moderno, arrasou o arraial em agosto de 1897, após um mês e meio de luta. Seus defensores morreram em combate e, quando prisioneiros, foram degolados. Para os oficiais positivistas e os políticos republicanos, aquela tinha sido uma luta da civilização contra a barbárie. Na verdade, havia ‘barbárie’ em ambos os lados e mais entre aqueles homens instruídos que tinham sido incapazes de pelo menos tentar entender a gente sertaneja.”
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp/FDE, 1995. pp. 257-258.)

Com base no texto, assinale a afirmativa correta.
 A resistência de Canudos revelou contradições no projeto republicano que, apesar de defender a modernidade e o progresso, respondeu com violência a movimentos que questionavam a República. 
 A Revolta de Canudos foi apenas um movimento religioso liderado por Antônio Conselheiro, sem ligação com questões políticas da época, sendo combatida apenas por seu fanatismo.
 A vitória do governo em Canudos foi celebrada como um símbolo de progresso e uniu todas as forças políticas, eliminando críticas ao governo republicano.
 A ação do governo em Canudos mostrou que a República conseguiu integrar os sertanejos ao projeto nacional, trazendo melhorias sociais e econômicas para o sertão.
 A pregação de Antônio Conselheiro em favor da Monarquia foi parte de um plano dos monarquistas para retomar o poder e derrubar o governo republicano, saindo-se vitorioso.


O texto de Boris Fausto destaca as contradições da República recém-instalada, que agiu com extrema violência contra a comunidade de Canudos — um grupo de sertanejos pobres liderados por Antônio Conselheiro, que pregava valores religiosos e monárquicos. Embora o governo republicano se apresentasse como defensor do progresso e da civilização, ele não hesitou em esmagar com brutalidade um movimento popular que não se encaixava nos moldes do novo regime.

As demais alternativas estão incorretas por motivos como:

  • B) Reduz a Revolta de Canudos a um movimento meramente religioso, ignorando seu contexto social e político.

  • C) Falsa: a vitória em Canudos não eliminou críticas, ao contrário, gerou protestos e expôs a brutalidade do governo.

  • D) Falsa: a República não integrou os sertanejos, mas os reprimiu violentamente.

  • E) Falsa: não há evidência de um plano monarquista articulado por trás da ação de Antônio Conselheiro.

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